Rotina. Repetição das mesmas ações, dia-a-dia. É o piloto automático das pessoas. Sabe, eu já estava em piloto automático, acostumado com tudo ao meu redor, mas as coisas começaram a mudar a partir daquele mês de outubro, e então veio aquela quebra de rotina em que nada mais é certo. É aquela coisa que chamamos de “crescer”.
A partir de então aprendi que tudo, absolutamente tudo é provisório.
Eu acho que meu jogo de cintura aumentou muito desde que eu comecei a trabalhar, principalmente por ser professor e ter que lidar com todo o tipo de pessoas, de diversas rotinas diferentes.
Ontem meu dia não foi dos melhores, e hoje também não está sendo. Como sempre, eu acordei, fui caminhar e depois fui trabalhar. O que complicou foi uma certa insônia durante a noite, e o fato de eu substituir a coordenadora em uma de suas aulas para que ela pudesse ir a uma reunião importantíssima em Limeira.
Substituir aulas de inglês? Por mim tudo bem. O problema é o outro lado da balança. No mesmo horário em que eu estava no meio da aula, do outro lado de Piracicaba, estava havendo uma aula de desenho e eu não estava lá.
Só existe uma coisa da qual me arrependo sinceramente de ter parado para poder trabalhar: As aulas de desenho. O tempo de ócio nos outros dias da semana, eu nem ligo, pois realmente sinto que estou usando eles para algo bem melhor: Experiência.
Muitas pessoas diriam dinheiro. Ok, o dinheiro é importante, mas o que realmente conta para mim é a experiência.
E nada da câmera chegar. Estou quase explodindo em raiva por causa disso e a minha mãe não se lembra de ligar para saber o que aconteceu com as compras – ou simplesmente não quer? – e enquanto isso a minha ansiedade vai apenas aumentando.
E para ajudar – acredito mais que seja atrapalhar – estou cada vez mais afastado de diversas pessoas que gosto muito. Por exemplo, a minha mãe, que agora não está todo dia lá comigo, apenas de vez em quando, ou até mesmo você, que agora provavelmente deve estar fazendo mil exercícios de física ou química.
Acho que agora entendi porque fui mal na escola esse ano. Eu simplesmente não concordo com os sistemas e é só. Para começo de história, eu não acredito que se possa ao menos calcular “conhecimento”.
Exato. Conhecimento é uma coisa abstrata. Não se fica com 75% de saudades de uma pessoa. Não se define com 9 de amor por ninguém. Não se está 7 preocupado com alguém. Então porque se sabe de 0 a 10 em matemática, física, química e biologia?
Mas quem sou eu pra questionar? Por mais que eu ache errado, é assim pronto e acabou. Não vai mudar.
O grande problema comigo é que estou decepcionado com as pessoas. O que eu tenho visto e vivenciado, está me mostrando que os meus heróis são, na verdade, os coadjuvantes, ou até mesmo vilões, da história em que eu sou o protagonista.
Bom, acho que isso é uma coisa boa, não é? Sou o protagonista da minha vida.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
26/01/2011
Postado por Ramirez às 10:11 0 comentários
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